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Informação | Entrevista/Reportagem

EFEITO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NA QUALIDADE DO VINHO

Aquecimento observado nos últimos 50 anos beneficiou regiões vinícolas, mas prejudicou outras. Para analisar esta temática, a ADVID convidou Gregory Jones, conceituado especialista internacional, a apresentar as conclusões do estudo sobre o DOURO.

10-04-2012 |

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«A nível de exportação, o sector do vinho representa mais de 670 milhões de euros na economia portuguesa, sendo o peso dos vinhos da Região Demarcada do Douro de mais de 350 milhões de euros, ou seja, mais de 50%. As alterações climáticas podem alterar este panorama, necessitamos de antecipar cenários para enfrentarmos quanto antes os desafios que nos estão a ser colocados», afirma José Manuel Manso, presidente da ADVID - Associação para o Desenvolvimento da Viticultura Duriense, organizadora do seminário «Alterações Climáticas na Produção de Vinho: Visão global e avaliação da situação na Região do Douro», que se irá realizar a 12 de abril na Fundação Luso-Americana, em Lisboa, e na Alfândega do Porto no dia 13.

«Em 2050, a temperatura média anual sofrerá um aumento entre 1,8º e 4,3º C e haverá uma redução na precipitação anual na ordem dos 15%, comparando com os valores atuais, com principal incidência entre março e setembro, época em que a vinha se desenvolve», segundo o cientista americano Gregory Jones, da Southern Oregon University.

De acordo com Gregory Jones, «Estes valores são aparentemente reduzidos para a perceção humana, mas em termos de ecossistemas naturais, para a Região Demarcada do Douro, por exemplo, já hoje com parte do território considerado quente e seco, são números muito elevados».

O especialista em alterações climáticas na vinha, um dos maiores a nível mundial, lança a questão, à qual responderá durante o seminário: «Haverá capacidade de adaptação dos sistemas de cultura para produzir vinho de elevada qualidade?»

«Alterações Climáticas na Produção de Vinho: Visão global e avaliação da situação na Região do Douro» tem ainda como oradores Pedro Miranda, professor da Universidade Nova de Lisboa, e João Santos, professor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, ambos focados no efeito das alterações climáticas, respectivamente, em Portugal e na Europa. Os dois docentes vão discutir os impactos sobre o comportamento da videira e a zonagem climática para o cultivo da vinha.

O programa de Lisboa inclui ainda Charles Symington, da Symington Vinhos, a definir «Estratégias de adaptação às alterações climáticas». Este orador dará lugar, na edição do Porto, a George Sandeman, da Sogrape Vinhos, que analisará quais os «Desafios ambientais e legislativos para o futuro do negócio do vinho».

Dada a importância do tema para a economia vitivinícola nacional e, em particular, para a da Região Demarcada do Douro, região classificada como Património Mundial na categoria de "Paisagem evolutiva e viva", Assunção Cristas, Ministra da Agricultura, abrirá a sessão em Lisboa.

O seminário «Alterações Climáticas na Produção de Vinho: Visão global e avaliação da situação na Região do Douro», com organização da ADVID, tem o apoio do Instituto da Vinha e do Vinho, do Instituto dos Vinhos do Douro e Porto, da Viniportugal e da Fundação Luso-Americana.


 

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