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Informação | Entrevista/Reportagem

QUINTA DE CIDRÔ: A JÓIA DA REAL COMPANHIA VELHA

Os novos vinhos da ancestral quinta de São João da Pesqueira, estiveram em prova e surpreenderam. Outra coisa não seria de esperar!

 


Situada em São João da Pesqueira e com uma localização privilegiada, a Quinta de Cidrô é uma propriedade de grande antiguidade e tradição.

De acordo com informações históricas, as primeiras vinhas da Quinta foram plantadas na segunda metade do século XIX, altura da construção do seu imponente Palácio, por iniciativa do proprietário, o Marquês de Soveral.

A Real Companhia Velha comprou esta propriedade em 1972 e, desde então, tem conduzido um vasto programa de requalificação, não só ao nível dos vinhedos mas também ao nível do património urbano, através da recuperação do Palácio e jardins envolventes.

A Quinta de Cidrô ocupa uma faixa rectangular de terrenos, em colinas de suaves encostas, ao longo de cerca de 240 hectares, dos quais 150 são vinha, constituindo-se como uma das maiores “manchas” contínuas desta cultura na região.

Remonta à década de 70 a plantação de vinha com um espírito pioneiro: adopção de técnicas culturais inovadoras e uso de tecnologia de ponta. O suave relevo permitiu a instalação de vinhas segundo a linha de maior declive (vulgo “vinha ao alto”), possibilitando a entrada de tractores com vista à mecanização de algumas tarefas culturais. À época, uma autêntica revolução no granjeio dos vinhedos no Douro!

Nos anos 90 assiste-se à evolução para uma viticultura moderna na Real Companhia Velha, através da adopção de novas técnicas e procedimentos culturais que vieram revolucionar a gama de vinhos da empresa.

O ano de 1993 marcou o arranque de um vasto programa de reestruturação das vinhas, que contemplou várias medidas importantes.

Foram plantadas parcelas estremes (uma só variedade), utilizando as castas mais nobres provenientes da selecção clonal.

Aumentou-se a densidade de plantação, reforçando em simultâneo os níveis de mecanização na “vinha ao alto”.

Adotaram-se paliçadas mais altas, de modo a maximizar a qualidade da matéria prima e utilizou-se o enrelvamento dos solos como ferramenta de combate à erosão e incremento da biodiversidade da exploração.


No total, foram 97 hectares de vinha plantada nos últimos 20 anos segundo estes princípios de sustentabilidade.

Ao nível das variedades, o carácter inovador continuou a estar na linha da frente em termos de opções. Plantaram-se castas nacionais de reconhecido mérito como a Touriga Nacional e outras de carácter internacional bem conhecidas em todo o mundo, das quais se destacam o Chardonnay ou o Sauvignon Blanc e às quais se juntam Cabernet Sauvignon, Gewurztraminer, Pinot Noir, Semillon e Viognier.  

A dimensão e projecção da Real Companhia Velha faz com que tenhamos de estar atentos ao mercado, procurar novos gostos e cativar consumidores. Assim, parte da área da Quinta de Cidrô foi vocacionada para a experimentação de castas pouco ou nada cultivadas na região, dos quais o Alvarinho, o Gewurztraminer ou, o mais recente, Rufete são exemplos já com vinhos disponíveis no mercado.

Ao longo das duas últimas décadas a gama Quinta de Cidrô foi crescendo e consolidando a sua presença, transformando-se a Quinta num modelo de experimentação vitivinícola – novas castas e novos estilos de vinhos –, que muito têm contribuindo para a imagem de um Douro moderno.

Com três novos lançamentos em 2013 – Rufete, Semillon e Celebration –, são onze as referências que compõem o portefólio da Quinta de Cidrô.

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