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Informação | Entrevista/Reportagem

QUINTA DO MONTE XISTO

O novo vinho da família Nicolau de Almeida.

2013-12-07


Em 1993, João Nicolau de Almeida identificou os terrenos do Monte Xisto como um local extraordinário para a produção de vinho. Aparentemente era um sítio improvável, sendo literalmente um monte de xisto, de muito difícil plantação. Começou a comprar terrenos, pouco a pouco, com bastante dificuldade considerando que eram parcelas de pequena dimensão pertencendo a uma infinidade de proprietários, até juntar a atual área da quinta.

Desafiando os seus dois filhos, João Nicolau de Almeida iniciou a plantação de 10 ha de vinha em 2005, em modo de produção biológico, adaptando-se ao terreno, conforme a melhor altitude e exposição solar.

A Quinta do Monte Xisto situa-se na Região Demarcada do Douro, mais concretamente na sub-região do Douro Superior, em Vila Nova de Foz Côa, na margem esquerda do rio Douro com uma área total de 40 hectares, sendo apenas 10 de vinha.

Explica João Nicolau de Almeida:“Sempre foi claro na família que manter a biodiversidade do terroir era fundamental, tanto para a vinha como para a região. Fazemos parte de um todo e é nesse todo que procuramos integrar o nosso projeto. Neste sentido, optou-se pelo modo de produção biológico com princípios da agricultura biodinâmica”.

João Nicolau de Almeida foi pioneiro na implementação da vinha ao alto no Douro, bem como no estudo de castas da região. Optaram por este tipo de plantação, com várias exposições e altitudes, de forma a permitir o blend de zonas mais quentes e mais frescas. A seleção das castas foi baseada num conhecimento adquirido ao longo de vários anos, na diversidade, respeitando a cultura do Douro, e, no terroir especifico em causa, o Douro Superior.

Se é na vinha que se começa a fazer o vinho, “quanto mais simples for processo de vinificação, melhor se consegue traduzir a especificidade de um vinho, do seu terroir. Quanto menos se intervir neste processo, mais fiel será o resultado.” E assim é vinificado o vinho Quinta do Monte Xisto, em lagares de granito com pisa a pé seguido de um estágio de 18 meses em pipas de carvalho francês e austríaco. As castas presentes são a Touriga Nacional, a Touriga Francesa e o Souzão.

Para João Nicolau de Almeida, “provar um vinho é uma experiência cultural e social, mas acima de tudo pessoal, sendo determinante a nossa predisposição para viajarmos ao sabor dele”. É assim que este Monte do Xisto tem, nas palavras do enólogo, uma “aparência luminosa e brilhante, o seu nariz prenuncia franqueza projetando-nos para um universo de rosas vermelhas e violetas, de cerejas, ameixas e romãs. Quanto mais nos envolvemos somos surpreendidos por aquela sensação quase etérea, por aquele cheiro a terra, a xisto molhado num dia quente de trovoada.  O seu discurso começa suave, e desenvolve-se de forma equilibrada e consistente. Termina de forma expressiva e reflexiva”.

 

 

 

 


Altitude das vinhas:200/300m

Condução das vinhas: cordão unilateral e poda tradicional

Álcool: 14%

PH: 3,58

Açúcar residual <2g/L

Produção: 3.500garrafas.

 

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