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CORTES DE CIMA LANÇA BRANCO 2012

«É um lote de dois alentejos distintos que resulta num vinho diferente», sublinha Hans Jorgensen.

2014-01-04

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No início da primeira década do século XXI, Hans Jorgensen, proprietário das Cortes de Cima, começou a pensar em produzir um vinho branco especial.

Tinha nos seus horizontes produzir um vinho alentejano algo diferente dos brancos tradicionais da região. Em 2008 adquiriu uma herdade perto do mar, onde outrora apenas existiram horticolas e pastos e deu inicio à plantação de castas brancas. Herdade do Zambujeiro de seu nome de baptismo. Procurou, com esta singular localização, "mais frescura e mineralidade" que o terroir seleccionado lhe poderiam conferir.

Segundo os responsáveis, «a localização da herdade do Zambujeiro Velho foi determinante para as características e qualidade dos vinhos agora produzidos. O fresco clima marítimo com frequentes brisas atlânticas e nevoeiros, a ausência de ondas de calor e geadas, formam um cenário apropriado para a elaboração de vinhos brancos complexos e frescos».

Na herdade da Cortes de Cima, na Vidigueira, estão plantados 28 hectares de vinhas de castas brancas. O clima é mediterrânico-continental, logo quente e seco. Os vinhos são muito frutados e encorpados.

Nas últimas três vindimas, Hans e o enólogo Hamilton Reis, começaram a fazer experiencias com as castas, a vinificação e a madeira, tentando, ano após ano, alcançar o vinho que Hans tinha idealizado quando começou o projecto de produzir um vinho branco Cortes de Cima de grande qualidade.

«O perfil foi trabalhado e estudado, procurando um branco que fosse alentejano mas diferente. Vinificações diferentes foram feitas tentando afinar a fruta, a acidez, a mineralidade, loteando vinhos de diferentes vinhas e castas. Inúmeras experiências foram feitas de forma a conseguir atingir o objectivo pretendido».

O Cortes de Cima branco é produzido pela primeira vez na vindima de 2012. «É um lote de dois alentejos distintos que resulta num vinho diferente», sublinham. O resultado é um lote do Alentejo continental, da Vidigueira, com a casta Viognier, que oferece maturação, fruta madura, gordura e densidade na boca com sessenta por cento de vinho do Alentejo atlântico – Alvarinho e Sauvignon Blanc – com acidez, mineralidade e frescura».

Para Hans Jorgensen trata-se de um vinho «complexo no nariz, com fruta madura, um carácter floral e cítrico, fresco e mineral. A madeira foi domesticada e refina o vinho que se manifesta livremente, ao mesmo tempo que lhe confere estrutura e complexidade, respeitando a união dos dois perfis. É um vinho mais solto que o tradicional, com a fruta madura da Vidigueira e o carácter cítrico da costa alentejana», conclui.

(este vinho não foi provado no painel do jornaldevinhos.com)

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