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Informação | Entrevista/Reportagem

1º SALÃO AGRO-ALIMENTAR PORTUGUÊS EM PARIS A 20 DE OUTUBRO

O evento realiza-se entre dia 20 e 21 de outubro e conta já com mais de 40 empresas do sector.

10/2014

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Este evento pretende ser uma via para difusão das denominações nacionais a novos mercados que as reconheçam e valorizem. Resultado de mais de uma década de trabalho promocional com as PME que têm investido na preservação de produtos tradicionais de qualidade, o 1º Salão Agro-Alimentar Português em Paris conta com o patrocínio do Consulado Geral de Portugal, entidade que acolhe a mostra de produtos nacionais.

A organização escolheu a mesma semana do SIAL – Paris (Salão Internacional da Agricultura) para a realização das atividades de formação a profissionais do sector agroalimentar. Esta é uma oportunidade única para as empresas darem a conhecer os produtos de denominação portuguesa, através do contacto com os melhores chefs e hoteleiros franceses da atualidade.

Filomena Marques, (na foto ao lado) diretora do Salão, afirma que o projeto nasceu para dar resposta às necessidades de “crescimento e aumento de reconhecimento dos produtores e produtos portugueses de qualidade”. Sendo a exportação para os mercados de proximidade um fator chave neste processo, “cada vez mais empresas querem e precisam de estar presente em feiras internacionais”. Apesar disso, os resultados de uma feira de grandes dimensões nem sempre são satisfatórios, como explica Filomena Marques. Aqui, o Salão marca a diferença: “Num cruzamento entre promoção externa e consultadoria especializada, criamos as condições para o negócio entre quem deseja o produto e quem o tem para vender, de forma a obter resultados concretos num período de tempo mais curto”, garante.

Salientando o carácter “único” e “individualizado” do plano de ação do projeto, que assenta na definição de “apoios personalizados”, Filomena Marques explica que o objetivo é que os participantes tenham “acesso a uma plataforma de promoção e projeção internacional, conseguindo, pelo somatório das atividades, notoriedade, reconhecimento e contactos”. Como exemplo, a diretora refere o jantar no “Le Drouant”, pelo chef Antoinne Westermann, concebido numa perspectiva de “promoção, divulgação, prestígio e networking dos produtos e produtores”, ou a visita ao SIAL que conta com um percurso preparado especificamente para o produtor.

Na sua primeira edição, a organização, da qual faz parte a agência de comunicação Força Motriz e duas empresas especializadas em processos de internacionalização e inovação, a Equações com Sentido e a M&G Consulting, levam a Paris empresas que produzem e/ou comercializam queijos, doçaria, confeitaria, café, chá, enchidos, fumados, conservas, sal, flor de sal, azeite, vinhos, vinagre, entre outros produtos representativos do que de melhor tem a tradição gastronómica portuguesa.

A participação das empresas no Salão Agro-Alimentar Português em Paris é ainda considerada como ação de promoção internacional ao abrigo dos projetos do QREN de apoio à internacionalização, sendo que os participantes podem solicitar o reembolso das despesas do Salão aquando da apresentação de contas.

Programa

O 1º Salão Agro-Alimentar Português em Paris tem uma programação de três dias, iniciando com uma visita profissional a uma das maiores feiras da Europa – o SIAL (Salon International de l’Alimentation), no dia 19.

O dia 20 é dedicado aos profissionais: os participantes (importadores, distribuidores, diretores de F&B, restauradores, chefs, profissionais de sala e diretores de compras) vão receber os membros do trade no Salão Eça de Queiroz no Consulado Geral de Portugal.

No dia 21 de outubro, o espaço vai estar aberto ao público, permitindo que as manhãs sejam destinadas a ações de formação em denominações portuguesas para profissionais de sala e cozinha, dadas com o suporte da Associação de Escanções de Portugal e da Union de la Sommellerie Française, no Lycée Guillaume Tirel – centro de formação ligado à Mairie de Paris, através de contatos estabelecidos com o gabinete do vereador responsável pelos Assuntos Europeus, Hermano Sanches Ruivo. Em simultâneo, decorrem reuniões de B2B, para dinamizar relações comerciais entre empresas portuguesas e francesas, com o suporte da Câmara de Comércio e Indústria Franco-Portuguesa.

O evento inclui ainda um jantar concebido pelo chef Antoine Westermann (no dia 20), com base em produtos de denominação portuguesa, no restaurante “Le Drouant”. Este é o local de apresentação dos prémios Goncourt e Renaudot, um dos mais antigos e prestigiados restaurantes de Paris.

A seleção do restaurador de origem alsaciana prende-se com a ligação de Westermann a Portugal, onde assessorou o Fortaleza do Guincho, uma estrela Michelin da cadeia Relais & Châteaux, durante quinze anos. Antoine Westermann, antigo presidente da Chambre Syndicale de Haute Cuisine Française, está também envolvido, desde 2005, na elaboração da obra “Portugal: Um Retrato Gastronómico”, coordenada por D. André de Quiroga, que conta com a participação do chef português Miguel Castro e Silva, e pretende apresentar um novo receituário baseado nas denominações de origem nacionais.

Empresas presentes

A Mathias Export é uma das várias empresas que vão estar presentes no 1º Salão Agro-Alimentar Português em Paris. Francisco Paula afirma que os seus produtos ainda não estão presentes no mercado francês e que esta iniciativa é, portanto, “pertinente e útil”. Para o gestor, as espectativas “são elevadas” e o objetivo é “realizar contactos com potenciais importadores”. A Mathias Export vai levar essencialmente azeite ao salão – da marca Mondegão e Viriato Premium, mas Francisco Paula dá também lugar a alguns vinhos do Dão: VN, Status e Quinta das Estrémuas.

Também a responsável de produção da Mathias Export, Liliana Pinho conta que a empresa de azeites e vinho está a desenvolver um projeto de internacionalização, no qual este evento se enquadra. “Esperamos estabelecer contacto com importadores e distribuidores de produtos alimentares, para futuras relações comerciais”, afirma Liliana Pinho, explicando que o mercado francês “tem demonstrado, nos últimos anos, um aumento significativo do consumo e importação de azeite”.

A Magnum Vinhos vai levar ao 1º Salão Agro-Alimentar Português em Paris vinhos do Dão, Douro e Alentejo. Esta empresa desloca-se pela primeira vez ao SIAL com a intenção de “encontrar novos parceiros no mercado internacional, nomeadamente importadores”, como explica Filipe Cruz. O gestor acredita que este é um evento importante para “dar a conhecer a produções portuguesas”, mas também para “encontrar novos compradores”.

Já Pedro Farromba da Sabores da Gardunha, Lda (empresa de compotas do Fundão) explica que o objetivo “é poder divulgar os produtos a novos mercados internacionais e mais especificamente ao mercado francês”. A firma quer aproveitar o evento para “dar uma nova vida à empresa”, que está neste momento a sofrer uma reestruturação importante. “Esta iniciativa é mais uma ferramenta para ver a qualidade dos nossos produtos reconhecida”, garante Pedro Farromba.

O gestor da Castanheiro & Costa, Filipe Ribeiro, pretende levar a Paris produtos de origem portuguesa que primam pela “diferenciação” nos mercados internacionais. A empresa agroalimentar de preparação e comércio de azeitonas, tremoços e pickles conta já com alguma expansão nos países lusófonos e quer agora dar a conhecer a outros mercados os seus produtos, pelo que, nesta primeira edição do Salão, aposta também numa forte componente de apresentação de produto.

É a primeira vez que a Castanheiro & Costa participa no SIAL, mas já se encontra no mercado francês há cerca de 10 anos, mantendo contactos antigos com empresas de pequeno porte e mais recentemente, adquirindo parcerias com empresas maiores. “Disposto a trabalhar em várias vertentes”, Filipe Ribeiro reconhece a vantagem que é integrar um projeto que “está habituado a trabalhar com grandes estruturas”, para desta forma chegar mais longe no seu negócio. Para além disto, o gestor não descura a “vertente de conhecimento” que o evento fornece através da inte ração com empresas internacionais concorrentes, e que contribui para a “dinamização e evolução” da sua equipa.
 

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