A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) organizou esta semana, pela primeira vez, uma ação de promoção de vinhos portugueses em Israel. Neste roadshow, que incluiu um jantar vínico, uma master class e uma prova de vinhos, participaram 13 produtores: Abegoaria; Adega da Vermelha; Adega de Ponte da Barca; Adega de Ponte de Lima; Campelo; Casa Ermelinda Freitas; Casa Paciência; Casa Relvas; Casa Santos Lima; Caves da Montanha; José Maria da Fonseca; Manuel Costa e Filhos; e Santos e Seixo.

O mercado israelita conta com cerca de 10 milhões de habitantes, dos quais, quatro milhões se concentram na cidade de Tel Aviv. São, por isso, consumidores cosmopolitas e exigentes, que requerem experiências gastronómicas e vínicas diferenciadas, e que estão disponíveis para pagar um preço elevado no que diz respeito ao vinho.

Luís Mira, Secretário-geral da CAP, refere: “Sendo um mercado com poder de compra, que procura produtos e experiências de qualidade, tem um potencial enorme para os vinhos portugueses. Com a vantagem de ter poucas barreiras à entrada: de facto, este mercado diferencia-se de muitos outros pela atitude dos operadores, que tomam decisões de compra num curto período de tempo, em oposição a outros onde este tipo de processo é bastante mais moroso chegando a durar vários meses.”

A ação de promoção, organizada pela CAP, contou com a parceria da Wine Fairy em Israel, que trabalha na organização de eventos vínicos neste mercado. Iniciou-se com um jantar vínico num restaurante trendy da cidade de Tel Aviv, onde estiveram presentes os melhores importadores do país e os produtores de vinho nacionais puderam perceber o grande interesse por parte dos convidados presentes.

A ação contou ainda com uma master class e uma prova de vinhos dos 13 produtores presentes, que colheu igual sucesso entre os participantes.

“A forma positiva como decorreu esta missão fará seguramente com que a CAP mantenha este destino de promoção no seu plano nos próximos anos”, reforça Luís Mira.

Esta ação de promoção seguiu-se ao tour asiático promovido no passado mês de outubro pela CAP e que levou 150 vinhos portugueses, de 12 produtores, à Índia, Singapura e Vietname. A Confederação retoma, assim, a sua missão de internacionalização dos vinhos portugueses, interrompida pela pandemia. Com as exportações suspensas para os mercados russo (um relevante consumidor) e ucraniano, a procura de novas geografias é fundamental.