Onze anos depois, é tempo de renovação e de novidades que abrem as portas à próxima década. Premiado com duas Estrelas Michelin, o restaurante liderado pelo Chefe Ricardo Costa continua a evoluir e a surpreender.

Nesta jornada sensorial, a primeira novidade destaca-se ao olhar, pela nova decoração e novos tons que revestem o palco da experiência. O restaurante mantém, contudo, a sua eterna pièce de résistance: a vista privilegiada sobre o Rio Douro e a cidade do Porto.

O restaurante convida agora a desfrutar a experiência em diferentes momentos, começando pelo bar onde são servidos os primeiros aperitivos. No decorrer do menu, há uma outra surpresa: um dos pratos é servido na cozinha, onde é possível observar a dinâmica da equipa e o detalhe com que cada prato é preparado.

Mas passemos então o protagonismo aos pratos que compõem a experiência do ansiado regresso. A pausa prolongada foi aproveitada para recriar novas combinações e acima de tudo manter uma maior proximidade com fornecedores. O Chefe foi ao encontro de algumas técnicas e produtos menos conhecidos e que ganham novas narrativas na carta do The Yeatman. Das facas produzidas artesanalmente em Bragança ao arroz Carolino nascido no Baixo Mondego, foram várias as matérias-primas da criação da nova carta.

O menu, que o Chefe nomeou de “Evolução de Aromas” é a razão de ser da experiência. Um reflexo de maturidade e inspiração criativa de uma equipa, que se sente em cada prato. Entre estes destacam-se o Pregado Selvagem (foto á esquerda) acompanhado por uma variedade de cebolinhas e folhas do campo, o incontornável Leitão, apurado consistentemente ao longo dos últimos anos e que se tornou um símbolo da cozinha autóctone do Chefe Ricardo Costa e a Vaca Velha (foto á direita) com spring roll, natas ácidas e especiarias.

Nas sobremesas, regressa o “novo clássico”, lançado no ano passado e que evoca as memórias de infância da Costa Nova, de onde o Chefe é natural. O dueto de Ovos Moles, servidos gelados, e Tripa de Chocolate (foto esquerda) introduz a segunda sobremesa, onde os tons quentes desvendam uma frescura marcante para o fim de refeição: Ruibarbo, Framboesa e Malva-rosa.

O palco gastronómico é partilhado com a seleção vínica especialmente pensada pela Diretora de Vinhos, Elisabete Fernandes, para sublimar a experiência. Aqui, impera a diversidade de regiões e perfis de vinhos portugueses, cuidadosamente preservados na premiada garrafeira do hotel e que ajudam a contar uma história de identidade. Identidade do restaurante que entra na sua segunda década, do hotel que continua a afirmar-se como embaixada dos vinhos e gastronomia portuguesa e de um país, que serve a sua história, património e diversidade à mesa.