Três castas, duas famílias e um terroir. Podia até ser um bom titulo para um filme realizado no Douro, mas para já é a formula que está na origem dos vinhos Roquette & Cazes, um projeto que resulta da soma entre a visão e experiência das famílias Cazes, do Château Lynch-Bages, em Bordéus, e Roquette, da Quinta do Crasto, no Douro. Em conjunto, produzem, desde 2002, vinhos que são verdadeiros casos de sucesso todo o mundo, como é exemplo o homónimo Roquette & Cazes.

Desde a primeira edição, em 2006 – exatamente há 15 anos, outro número a memorizar -, que este vinho se tem afirmado como uma das principais referências entre os DOC Douro. Feito a quatro mãos, pela dupla de enólogos Manuel Lobo (Quinta do Crasto) e Daniel Llose (Château Lynch-Bages), combina o melhor de dois pensamentos, sem preconceitos ou barreiras.

O ano foi particularmente desafiante para a viticultura da região do Douro, com chuvas abundantes de fevereiro a junho e períodos de elevadas temperaturas e seca em agosto. Felizmente, as reservas de água da primavera permitiram às videiras trabalharem em pleno, alcançando níveis excecionais de maturação da uva, dando origem a uma colheita excelente em termos de qualidade.

Este vinho, elaborado a partir de três das mais famosas castas do Douro, a Touriga Nacional, a Touriga Franca e a Tinta Roriz, é marcado pela excelente concentração, estrutura, frescura e definição aromática. Após a vinificação, estagiou durante 18 meses em barricas de carvalho francês para relevar todo o seu potencial. Um trabalho rigoroso que resulta num vinho de cor rubi carregada e com uma agradável projeção de aromas, onde se destacam os frutos vermelhos bem integrados com suaves notas de especiaria. Um vinho de grande elegância, mas com caráter forte, que cativa ao primeiro contacto.

Por fim, o último número a reter é mesmo o da temperatura ideal de serviço, recomendada a 16-18º. O Roquette & Cazes 2018 já está disponível nas principais garrafeiras do país, com PVP recomendando de 20,00€.